A "sensação" de insegurança está em toda parte. Ontem, fomos a uma reunião na Associação de pais e Amigos do Covão, no Bengui. Estávamos acompanhados de duas companheiras moradoras do Bairro. Antes, fomos fazer uma visita à D. Domingas Quinto, presidente da Sociedade Unidos Venceremos. Em plena visita, no andar superior da entidade, fomos surpreendicos, eu Rosangela, Reinaldo, D. Domingas e parte da diretoria da entidade por dois rapazes de cerca de 20 anos. Armados de um revolver, dirigiram-se diretamente a nós. Anunciaram o assalto. Nos revistaram. Levaram celulares, dinheiro e a bolsa da Rosangela. Não houve violência. Após o assalto, passamos rapidamente pela APAC e voltamos para o comitê. Uma de nossas companheiras dirigiu-se a casa da mãe de um dos assaltantes. Conseguiu recuperar a bolsa. Um dos rapazes estuda no Maria Luiza e é conhecido de todos. Lá também vigora o pacto de silêncio.
Este assalto retrata o momento que vivemos. Eu ainda estava "invicto". Não tinha sido assaltado duarante a campanha. Fomos a um local sabidamente perigoso. Tomamos os cuidados possíveis. Fomos de dia, com grande número de pessoas. Estávamos cercados de lideranças comunitárias. De nada adiantou. Que fazer? Temos muito o que refletir. Não é só mais policiais e policiais honestos. Há que haver o resgate dos valores sociais perdidos. Co-responsabilidade da família e da comunidade. Além, é claro, de políticas que gerem emprego e renda. Que dê oportunidades de trabalho aos jovens. Que nossas escolas possam atraí-los e mantê-los ocupados. Uma escola cidadã. Que tenhamos cursos profissionalizantes em parceria com a iniciativa privada, dentro do interesse desta. Enfim, políticas includentes que dêem oportunidades e que tirem a nossa juventude do ócio e da criminalidade.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
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