Fazer campanha de rua é tarefa para poucos. Para candidatos com o meu perfil ela é essencial. Tenho que ir até as pessoas, abordá-las, apresentar meu material, pedir sua avaliação e seu voto. Tenho encontrado muitos amigos e eleitores nestas jornadas. Desde que comecei a escrever o diário da campanha (idéia da Wirna), tenho vontade de partilhar o que é mais comum de vivenciar no encontro com os eleitores. Não sei como "batizar" isto. Vou manter o "Cenas de Campanha" ou melhor, "Cenas da Campanha". (Me ajuda, Aurélio...)
Cena:
Eu: Bom dia! Como é o seu nome?
Eleitor: Fulano de tal
Eu: Sou Waldir Cardoso, candidato a vereador, e blá, blá, blá
Eleito (na lata): O senhor está pagando quanto????????
Fecha o pano, rápido
Variação da cena 1:
O candidato (Eu) entra no bar, ou na feira, ou próximo de qualquer aglomeração, aborda as pessoas entregando os panfletos. Após esta abordagem, você se apresenta e dá o seu recado:
Eu: Bom dia! Bom dia!
Eleitor (geralmente por trás do candidato, falando alto): Papel, papel, eu quero é dez reais! (risos)
Fecha o pano, também rápido.
Variação da cena 2:
O candidato (eu) "vende sue peixe" para um grupo de pessoas e, ao terminar, é abordado discretamente por um eleitor:
Eleitor: O senhor está precisando de votos né?
Eu (entusiasmado): Sim, claro, a eleição é difícil.
Eleitor: Pois é. Lá em casa temos 10 votos. Mas minha família é grande. Dá para eu conseguir uns 30 votos, no mínino.
Eu (mais entusiasmado ainda, já pensando numa reunião); Puxa! que bom rapaz.
Eleitor: Posso lhe ajudar se o senhor me arranjar... (as propostas são as mais variadas).
Fecha o pano rapidíssimo.
Comentário:
Sair-se bem destas situações exige presença de espírito e muito jogo de cintura. Geralmente quando são feitas em público, são pilhéria. As vezes são sérias e em tom de revolta. O mais difícil é responder ao eleitor que te aborda para vender o voto com seriedade. Para eles a venda do voto é absolutamente normal e faz parte do jeitinho brasileiro. Temos que ter tato. O mais fácil é, simplemente, recusar polidamente. As vezes, uso a situação para defender as eleiçoes limpas, principalmente quando a proposta é feita na presença de terceiros.
Há um terreno fértil para os maus políticos, mas temos que perseverar usando a legislação a nosso favor.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário